Quão belo ficou o cabelo de Beto Mejía?

sexta-feira, 1 de julho de 2011





Lindo que nem do Zé Bonitinho


Tchan! Nojeeento.


Compre uma peruca AGORA!


   


IPC: O Beto sabe da enquete e participou ativamente da sua criação!




Repórter por um Show: Clash Club, São Paulo - SP

quarta-feira, 29 de junho de 2011


Um palco pequeno, um lugar médio e, como sempre, uma grande banda
(em todos os sentidos).


O show de sábado (25/06), na Clash Club, em São Paulo, foi mais uma daquelas oportunidades de presenciar o talento e o carisma da banda Móveis Coloniais de Acaju.
Após, mais ou menos, um mês e meio de recesso, mesmo num palco pequeno, André e Cia não economizavam danças, pulos e movimentos que, embalados pelos instrumentos, tornam a energia da apresentação algo que só quem esta lá sente. A apresentação teve inicio como toda a “malemolência” de  “Menina Moça”, do álbum Idem. Não conseguirei descrever, música por música (apesar de ter tentado “surrupiar” um set-list rs), mas pontuarei alguns momentos que me chamaram a atenção.

- Os presentes tiveram a oportunidade de ouvir, ao vivo, pela primeira vez, a nova versão de “Dois Sorrisos”, já cantada por grande parte do público. Alguns errinhos de letra aqui, outros ali, mas é ainda mais gostosa de ouvir pessoalmente.
- Em “Copacabana”, ao invés da famosa “roda”, foi formado um túnel, típico de festa junina, com os integrantes passando sob o mesmo, seguido do público que se propusesse a brincar junto. A sempre presente interação com o público, assumindo    a forma de “Arraiá do Móveis”.
- Uma das músicas executadas, sinceramente, eu não conhecia. Ouvi e, ai chegar em casa, pesquisei e acredito que seja “A Menina Dança”. Gostei da “novidade”.
- “O Tempo”, como sempre, tirou o público do chão,
- “Aluga-se-Vende” e “Adeus”, cantadas com emoção, sempre.

No que se refere aos integrantes, a novidade fica por conta do novo flautista...
... brincadeirinha, a flauta do Beto continua a mesma, mas seus cabelos, quanta diferença. Um corte diferente que chegou a causar a reação “cadê o Beto?” em diversas pessoas. Pelo que soube, a mudança de deu de ontem pra hoje, até a banda se surpreendeu. 
Eduardo Borém sem chapéu... mais uma “estranheza” causada...
Ah, e tem o cabelo do André também... brincadeira de novo, o cabelo do André continua o mesmo, assim como a voz e o carisma!

Enfim, “fofocas” à parte, é sempre bom ir a um show e surpreender-se, seja com novas músicas, arranjos e, até mesmo, visuais.... Ah! Pra alegria dos cupins, CD novo sendo produzido (novidade boa pra mim).
Ficam aqui minhas impressões sobre o show, espero que, mesmo com essas poucas palavras, vocês tenham uma ideia do que foi.


Sobre o autor...
Nome: Weber Lazotti
Idade: 26 anos
Show marcante: São vários, mas destaco a gravação do DVD, no Auditório do Ibirapuera, em 2010.
Música preferida: Pra pular: Copacabana | Pra sentiur: Aluga-se-Vende
Onde encontrar: Twitter | Facebook 



Inversos: Sem Palavras | Mono, Poli

segunda-feira, 27 de junho de 2011



SEM PALAVRAS
(Móveis Coloniais de Acaju)

EU SEI QUE NADA TENHO A DIZER,
MAS ACABEI DIZENDO SEM QUERER
PALAVRA BANDIDA!
SEMPRE ARRUMA UM JEITO DE ESCAPAR (HUM!)
SERIA TUDO MUITO MELHOR
SE A MÚSICA FALASSE POR SI SÓ
DÁ RAIVA DA VIDA
NADA EXISTE SEM CLASSIFICAR (NÃO!)
PENSO, TENTO
ACHAR PALAVRAS PRO MEU SENTIMENTO
TANTO É POUCO, NADA DIZ
NÃO É TRISTE, NEM FELIZ
MESMO SENDO
UM PRANTO, UM CHORO OU QUALQUER LAMENTO
NADA IMPORTA, TANTO FAZ
SE É PRA SEMPRE OU NUNCA MAIS
PENSEI EM MIL PALAVRAS, E ENFIM
NENHUMA DAS PALAVRAS COUBE EM MIM
NÃO VEJO SAÍDA
COMO VOU DIZER SEM ME CALAR?
DIRIA MUDO TUDO O QUE FAZ
MINHA VIDA ANDAR DE FRENTE PARA TRÁS
UMA FRASE PERDIDA
NUM DISCURSO FEITO DE OLHAR
PENSO, TENTO
ACHAR PALAVRAS PRO MEU SENTIMENTO
TANTO É POUCO, NADA DIZ
NÃO É TRISTE, NEM FELIZ
MESMO SENDO
UM PRANTO, UM CHORO OU QUALQUER LAMENTO
NADA IMPORTA, TANTO FAZ
SE É PRA SEMPRE OU NUNCA MAIS
NÃO É MEDO, NEM É RISO
NÃO É RASO, NÃO É POUCO, NEM É OCO
NÃO É FATO, NEM É MITO
NÃO É RARO, NÃO É TOLO, NÃO É LOUCO
NÃO É ISSO, NÃO É ROUCO
NÃO É FRACO, NÃO É DITO, NÃO É MORTO
NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!
EU SEI QUE NADA TENHO A DIZER
PENSEI EM MIL PALAVRAS, E ENFIM
SERIA TUDO MUITO MELHOR
PENSEI
SERIA
SE UM DIA ALGUÉM PUDER ME ENTENDER






MONO, POLI
(Cesar Lopes)

NÃO DESEJO FRIAS
RESPOSTAS PRA MEUS VERSOS:
IMPREGNO AQUI
O ANTI-ENTENDIMENTO.

AS PALAVRAS (MONO,
POLI) NÃO SÃO SILA-
BÁTICOS VEÍCULOS
DE SENTIMENTOS...

SÃO OS PRÓPRIOS
NUMA VERBORRAGIA
DESATADA; TUDO
FOSSILIZADO EM NADA...

MEDO OCO
RISO RASO
FATO LOUCO
MITO RARO

PORQUE NO FINAL
NENHUMA POESIA VALE
MAIS QUE QUALQUER
RESQUÍCIO DE AMOR.



























Roda de Copacabana – post #1

sexta-feira, 24 de junho de 2011




Há um tempo, a possibilidade de Copacabana sair do setlist movimentou o cupinzeiro e opiniões diferentes e enfáticas começaram a surgir. Enquanto de um lado uns achavam que a ausência da música no set não deixaria um vazio tão grande, apesar de concordarem ser um momento especial nos shows, do outro uma série de pessoas achava inaceitável e inimaginável um show sem a música.


Indo além, mais do que a música e sua energia, o que algumas pessoas não conseguiam imaginar é como seria um show sem a famosa Roda de Copacabana. E aí começaram a se perguntar o que poderia ser colocado no lugar, uma coreografia em outra música ou mesmo a roda em outra música e, na verdade, até então Copacabana continua no set preenchendo as expectativas de velhos cupins e surpreendendo os novatos

E é exatamente por causa da Roda que começamos esta série de posts que falará sobre ela começando pelas palavras da própria banda e aos poucos mostraremos um pouco do ponto de vista dos fãs.

Abaixo o primeiro vídeo com depoimento do Xande e participação do Fabio sobre 'A RODA', gravado em julho de 2010, no Circo Voador, Rio de Janeiro.
 por Renata Luna





E se você tem uma história marcante sobre 'A RODA', manda pra gente!!!



"tradição"

segunda-feira, 20 de junho de 2011
_mobiliarte
por Renata Luna



tradição tra.di.ção sf (lat traditione) (...) 2 Comunicação ou transmissão (...)  ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações. 3 (...) 4 Doutrinas, costumes etc., conservados num povo por transmissão de pais para filhos. 5 Conjunto de usos, ideias e valores morais transmitidos de geração em geração. (...).


Hoje vamos falar de Ervilha! Como falar de ervilha sem concorrer com os saborosos posts do Esdras e suas receitas que nos deixam morrendo de fome na primeira lida?

         Claro que vou passar longe da culinária porque uma pessoa como eu que consegue queimar até miojo não deve se atrever a dar diretrizes gastronômicas para ninguém!


“Faz ervilha
Faz, faz família
Faz, faz ervilha
Pra toda família”¹
        

Unindo a ervilha, o verbete e a letra de hoje chegamos à tríade “ervilha-tradição-família” e chegamos à literatura, mais especificamente a um dos primeiros contos do dinamarquês Hans Christian Andersen²: A Princesa e a Ervilha, 1835.

  “O príncipe queria se casar, mas só que para tal deveria encontrar uma verdadeira princesa, de sangue azul.

    Depois de uma longa viagem de busca à sua princesa e muita frustração, já de volta ao seu castelo, durante uma noite de forte tempestade alguém bateu à porta e o rei foi pessoalmente atende-la.

   À porta uma moça toda desarrumada, molhada cabelos escorridos e sapatos desmanchando, porém, apesar do aspecto nada real a moça se dizia uma princesa.

    A rainha, longe de querer ser passada para trás resolveu tirar a prova e ordenou que seus criados preparassem a cama, porém, com 20 colchões e sob eles uma ervilha. Seria um teste para a moça que passaria a noite no castelo.

     Na manhã seguinte perguntaram como a moça havia passado a noite e ela disse ter tido uma noite péssima, pois algo a incomodara por todo o tempo e até havia lhe deixado manchas roxas pelo corpo.”

         Foi a prova que a família real precisava para garantir que o príncipe havia encontrado sua princesa, já que, somente a tão sensível pele de uma real princesa seria capaz de sentir o incômodo de um único grão de ervilha sob tantas camadas de colchão.

         Dê play em Ervilha e vá fazer uma sopinha, ou quem sabe ler.. Ou talvez, coloque Ervilha no seu mp3 e saia à procura da sua princesa ou do seu príncipe encantado! Leve um grão de ervilha no bolso, quem sabe essa atmosfera real não dá uma mãozinha..






Clique aqui e ouça "Ervilha"


Até o próximo post!


¹ Trecho da letra de Ervilha, de André Gonzales - Móveis Coloniais de Acaju, 2001. | ² http://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Christian_Andersen | ³ http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Princesa_e_a_Ervilha  | Imagem: A princesa e a ervilha, da série Bibbdi Bobbdi Boo, de Bruno Vilela | fontes: http://michaelis.uol.com.br.





#ajuda_movesiconvida_ai

sábado, 18 de junho de 2011


A 12° edição do Móveis Convida está chegando e agora mais do que nunca estamos unindo forças pela disseminação da cultura.  O Móveis Convida já é um evento conhecido por movimentar a cena musical em Brasília, sempre dando espaço para bandas locais e para bandas de fora poderem entrar com o pé direito na eterna Brasília. A cada ano que passa o evento cresce mais e toma mais força, nesse ano serão várias formas de ação, em escolas, casas noturnas da região, palestras e o grande show com bandas de todos os cantos e para todos os gostos (clique aqui e saiba mais) e por isso o pedido:





Vamos todo nos unir e movimentar essa cena musical junto com o Móveis, mostrando que maior patrocinador que os fãs não existe! Tem várias formas de ajudar, vamos a elas:

R$ 35.00
Você ganha 1 ingresso para o show de encerramento, CD slim autografado e um e-mail pessoal agradecendo o apoio ao Festival. (O ingresso e o CD devem ser retirados na bilheteria no dia do evento. Você vai poder escolher entre os discos: C_mpl_te; Idem; Vai thomaz no acaju; Ep e CD promo Móveis Convida) Seu nome e avatar irão para o banner que ficara exposto na última noite!

R$ 65.00
Você ganha 1 passaporte para o Festival com acesso aos shows da etapa “Movimentando a Cena” e ao show de encerramento, CD slim autografado e um e-mail pessoal agradecendo o apoio. (O ingresso e o CD devem ser retirados na bilheteria no dia do evento. Você vai poder escolher entre os discos: C_mpl_te; Idem; Vai thomaz no acaju; Ep e CD promo Móveis Convida) Seu nome e avatar  irão para o banner que ficara exposto na última noite!

R$ 90.00
Quer apoiar o Festival, mas não vai poder ir aos shows? Vai aos shows e quer guardar as lembranças do Festival? A gente envia para você o kit exclusivo “Móveis Convida” com camisa, bolsa eco-bag, botton, protetor de ouvido, adesivo, CD slim autografado e o seu nome e avatar vão para o site do Festival como apoiador do evento e também para um banner que ficará exposto na última noite.

R$ 100.00
Você ganha 1 ingresso para o show de encerramento com direito ao “Tour Convida” - um passeio em grupo guiado por um dos integrantes do Moveis para entender como funciona, conhecer a historia e os bastidores do Festival - e o seu nome e avatar vão para o site e para o banner. (O ingresso deve ser retirado na bilheteria no dia do evento. O Tour acontece no dia do show de encerramento, entre 14h e 16h, e será agendado por e-mail) NOVO! Você ainda vai levar uma camiseta do Móveis Convida 2011!

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
R$ 250.00
Você ganha 2 ingressos para o show de encerramento, o seu nome e avatar vão para o site e para o banner e você ainda leva um par de convites para curtir um ensaio aberto no estúdio do Móveis em Brasília. (O ensaio será marcado após o festival, conforme disponibilidade da banda) NOVO! Os 2 ingressos viram 2 passaportes para o Festival com acesso aos shows da etapa Movimentando a Cena e ao show de encerramento e você ainda leva uma camiseta do Móveis Convida 2011!

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
R$ 500.00
Você ganha 4 passaportes para você e mais 3 amigos curtirem tudo na faixa, com direito ao “Tour Convida”, seu nome e avatar no site e no banner e acesso ao backstage depois do show de encerramento para confraternizar com a banda e convidados. (O ingresso deve ser retirado na bilheteria no dia do evento. O Tour acontece no dia do show de encerramento e será agendado por e-mail) NOVO! Você ainda vai levar uma camiseta do Móveis Convida 2011!

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
R$ 2000.00
Esse é para os cupins de verdade! Do tamanho do seu amor pelo Móveis, esse pacote inclui toda a discografia autografada da banda em CD slim, o kit exclusivo “Móveis Convida”, nome e avatar no site e no banner, 2 credenciais para o show de encerramento com acesso ao backstage, agradecimento ao vivo no palco e ainda um passe livre para todos os shows produzidos pelo Móveis em 2011. (O passe livre é válido somente para shows produzidos pela banda. Festivais, shows corporativos e shows fechados não estão incluídos)

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
R$ 3000.00
Móveis novos na sua casa! Você ganha uma invasão da banda feita especialmente para você e mais 15 convidados na sua casa. (A data da invasão deve ser marcada com antecedência, conforme disponibilidade da banda. Apenas para participantes de Brasilia, DF)

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
R$ 4000.00
Experiência completa, com esse pacote você curte o festival ainda mais de perto! Ele inclui 2 passagens aéreas de qualquer lugar do Brasil (ida e volta), 1 diária de hospedagem para 2 pessoas no mesmo hotel das bandas, nome e avatar no site e no banner, transporte local, 2 credenciais para o show de encerramento e acesso ao backstage.

Sabemos que, depois de ler, muitos acham impossível ajudar, mas NÃO é! Quem não pode doar esses valores pode fazer a doação mínima de 20,00, junte os amigos e façam rateio de um valor a mais, o importante é ajudar!!!  Para os que ainda assim acham que é difícil, nos ajude divulgando, passem para amigos, pequenos/grandes comerciantes, para que possam conhecer o movimento e possam escolher  ajudar ou não. O importante é ajudar!

Vamos lá, Cupins: SÓ UMA VEZ A UMA SÓ VOZ!



Infância de Festim*

segunda-feira, 13 de junho de 2011

_Pontilhado em Negrito
por Carol Rodrigues

Mariana foi uma dessas crianças, como posso dizer? Espevitadas. O que hoje entendemos por hiperatividade, naquele tempo, sua mãe chamava de talento. Podia ser pra qualquer coisa, desde que desse dinheiro pra família: circo, teatro, moda, dança, televisão, cobaia de terapia... "Essa menina há de ser o orgulho da família" - dizia sempre em alto e bom som. O pai achava exagero. "Deixa a menina crescer em paz" - repetia quase todos os dias, mas era sempre ignorado. Sabe homem bundão que obedece a mulher? O pai de Mariana era assim. Nem a menina, tão pequena ainda, o respeitava. Gritava sempre que era contrariada. E o pai, frouxo, cedia aos caprichos da menina.Quando Mariana ganhou um cd daquelas crianças cantoras, aqueles irmãos, inventou de ser cantora. E até que cantava bem, a menina.
Foi idéia de uma vizinha o programa de calouros da TV. E lá foi Mariana ser orgulho da família em horário nobre.

E o público vibrava com as peripécias da menina que nem sequer entendia o que cantava. E o público aplaudia a menina que dançava todos os hits do momento. "Olha como já sabe rebolar". "Rebola Mariana, rebola". E era dança disso e daquilo. Passinho pra lá, passinho pra cá. Dança vulgar que fica "bonitinho" porque é criança. "Olha que menina precoce".
E só Mariana não entendia o que acontecia.
A vulgaridade é só um tabú, deixa a menina dançar! "A menina não sabe o que está fazendo." E a mãe deixava, orgulhosa de ter parido o talento da família. Sexo vende! Mesmo subentendido nas ações de uma criança precoce. E a mídia em geral, lucra. E só quem perde é Mariana, mas se a família ga nha com isso, quem se importa? Ela vai ter dinheiro pra fazer terapia quando for adulta.
Mas como chegar a ser adulta, sendo forçada a sê-lo enquanto ainda é criança? E como aprender a julgar o certo e o errado, aprendendo através de exemplos vulgarizados e capitalista? A TV ensina mais que os pais, e Mariana, coitada, aprende com as novelas. O pai dizia: "não quero minha filha fazendo essas coisas". A mãe retrucava "mas quer o dinheiro do cachê, então fica quieto!". E o pai ficava. E a menina se cansava. 
E repetia de ano por falta. A professora reclamava, a pedagoga alertava e ninguém ouvia. A mãe insistia e brigava: "Isso é manha".
E de manha em manha, cada vez mais exposta, a menina crescia perdendo a graça do que é novo.
Ninguém percebeu quando a menina começou a agir como adulta que não era. Quis trocar as bonecas por maquiagem. Não brincava e sequer conhecia crianças de sua idade. Pediu um celular, fez um orkut, blog, msn, twitte r... Tudo pra falar com os fãs quem nem sempre eram fãs. Porque Mariana, tolinha, achava que aparecer num programa de calouros já era ser muito famosa.
"Ahh olha, a menininha que cantava cresceu, está ficando mocinha, será que vai fazer novela?". Não, não vai. "
A menina da infância roubada, abusada pela mãe totalitária e abandonada pelo pai sem atitude, cresce já cansada da própria vida.
E cresceu sem perceber. De "talento precoce", passou a ser a "ovelha negra", a "rebelde com causa", ainda que ela mesma não soubesse a causa de tudo aquilo. 
Mariana já não era notícia nem dava ibope. Já não tinha cachê, luxos ou privilégios. E acostumou a não estudar, a ter tudo que sempre quis. A menina cresceu achando que podia fazer qualquer coisa. E errado era só matar e roubar, o resto podia. 
Hoje, Mariana não lembra com saudade de sua infância. Que infância?
Nem é o orgulho da família. Não tem nem orgulho de si mesma.
A vida foi apenas uma corrida atrás de status e capas de revista.
A vida lhe foi roubada na infância e o que restou, é o resultado de mais uma escolha errada em busca de fama.
Mariana voltou a ser estrela, filmou pornô e posou nua. 
Mariana é Prostituta.




Clique aqui e ouça Cheia de Manha


*Texto baseado na música "Cheia de Manha" - Móveis Coloniais de Acaju
*Título extraído da música citada acima





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